Financiar a lavoura tornou-se um desafio, e o tema é discutido nas negociações conduzidas pelo empresário Wander Aguilera Almeida em um momento crucial do calendário agrícola. Com a semeadura da safra 2026/27 em andamento, o produtor de grãos precisa fechar as contas do ciclo, enfrentando juros altos, insumos caros e preços que nem sempre acompanham a elevação dos custos.
O novo Plano Safra disponibilizou mais recursos em valores nominais, porém as taxas permanecem distantes do que o setor considerava ideal. Paralelamente, fertilizantes e defensivos enfrentam pressão decorrente da valorização cambial e de tensões geopolíticas, que impactam a oferta global de insumos, reduzindo a margem entre o custo por hectare e a receita esperada.
O resultado é um planejamento mais rigoroso, no qual cada decisão financeira influencia a viabilidade da safra. Ao longo deste artigo, veja como o crédito rural está estruturado neste ciclo, em que os custos pesam mais e quais frentes ajudam o produtor a organizar a temporada.
Mais recursos, juros ainda altos
Lançado no fim de junho, o Plano Safra 2026/27 soma R$ 610,3 bilhões, sendo R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial, incluindo Cédulas de Produto Rural (CPRs) direcionadas, e R$ 85,2 bilhões para a agricultura familiar. O crescimento nominal foi de 2,7% em relação ao ciclo anterior, valor inferior à inflação acumulada e ao volume solicitado pelas entidades do setor.
Segundo o Ministério da Agricultura, o custeio empresarial é de 12,5% ao ano e o Pronamp, de 9% para o médio produtor. Há descontos para quem tem o Cadastro Ambiental Rural regularizado e adota práticas sustentáveis certificadas. As taxas refletem uma Selic acima de 14% ao ano.
O volume oficial não cobre toda a necessidade do campo. Cálculos do ministério estimaram a demanda de custeio da safra 2026/27 em cerca de R$ 865 bilhões, o que empurra parte do financiamento para CPRs, revendas, cooperativas e tradings. Para aqueles que acompanham a compra e venda de grãos, como Wander Aguilera Almeida, essa dependência de fontes privadas aproxima ainda mais o crédito da comercialização da produção.
Insumos, margem e ponto de equilíbrio
Os fertilizantes geralmente representam a maior parcela do custo de produção da soja e do milho, cujos preços são influenciados pelo dólar, pela logística internacional e pela oferta de países exportadores. Quando esses fatores se somam a juros elevados, o produtor paga mais pelo insumo e também pelo dinheiro usado para comprá-lo, o que eleva o ponto de equilíbrio da lavoura, medido em sacas por hectare.

Esse indicador demonstra a quantidade de produção necessária para a área, a um determinado preço, com o objetivo de cobrir os custos operacionais. Em um ano de El Niño, com risco de produtividade abaixo do previsto em parte do Centro-Norte, a distância entre o ponto de equilíbrio e a colheita esperada diminui. Wander Aguilera Almeida, empresário que acompanha as safras de grãos e a evolução das cotações, examina esse cruzamento entre preço, custo e produtividade no momento de conectar produtores e compradores.
Crédito caro exige quatro decisões antes da safra
Em ciclos de alta, o planejamento financeiro adquire a mesma importância que o planejamento agronômico. Quatro decisões contribuem para a redução da exposição do produtor ao longo da temporada:
- Custo por talhão: calcular o custo e o ponto de equilíbrio de cada área, e não apenas a média da fazenda, permite identificar talhões de maior risco e ajustar investimento em insumos conforme o potencial produtivo de cada um.
- Compra de insumos em etapas: distribuir as aquisições ao longo do ciclo e avaliar operações de troca de insumos por grãos reduz a necessidade de capital no início da safra e diminui a exposição às oscilações do câmbio.
- Venda parcial para cobrir custos: fixar preço para a parcela da produção que paga o custeio protege o caixa, desde que o volume comprometido respeite a capacidade real de entrega da lavoura em um ano de clima incerto.
- Diversificação das fontes de financiamento: combinar linhas do Plano Safra, CPRs, cooperativas e bancos privados, comparando o custo efetivo de cada operação, evita a concentração de dívidas em uma única fonte e em um único prazo de vencimento.
Essas decisões estão diretamente relacionadas com as atividades de comercialização. No âmbito da intermediação de compra e venda de grãos, atividade do empresário Wander Aguilera Almeida, a venda parcial da produção e as operações que vinculam insumos a grãos exigem uma análise cuidadosa do mercado, visto que o preço fechado atual deve ser sustentável diante dos custos que ainda serão enfrentados pelo produtor até a colheita.
Gestão financeira define o resultado da nova safra
A safra 2026/27 inicia-se com crédito disponível, embora oneroso, e com custos que limitam a margem para erros. Nesse ambiente, o resultado depende tanto da produtividade quanto da forma como o produtor financia, compra e vende. No contexto de atuação de Wander Aguilera Almeida, que desempenha funções estratégicas no âmbito do agronegócio, facilitando negócios, o acompanhamento de preços e safras é fundamental, pois permite transformar variáveis em decisões práticas.
É imprescindível que o produtor conheça o seu próprio ponto de equilíbrio, escalone as suas compras e vendas e diversifique as suas fontes de recursos. Essas medidas reduzem a sua vulnerabilidade a oscilações de juros, câmbio e clima. Embora nenhuma delas elimine o risco, todas contribuem para sua distribuição ao longo do ciclo.
Ao aproximar produtores e compradores em um ciclo de juros altos, Wander Aguilera Almeida contribui para que o produtor rural chegue a cada negociação com informação sobre o mercado e clareza sobre os próprios custos, condições que ganham ainda mais valor quando o crédito deixa de ser barato e cada saca vendida precisa pagar a conta da safra.
