De acordo com Alex Nabuco dos Santos, o conceito de valor no mercado imobiliário contemporâneo passou por uma transformação profunda, distanciando-se do luxo puramente ornamental para focar na performance técnica. Este artigo analisa os pilares que sustentam a valorização real de um ativo hoje, abordando a inteligência operacional, a redução drástica dos custos de manutenção e o impacto da engenharia de valor na percepção do comprador qualificado.
Veremos como decisões tomadas na fase de projeto, como a escolha de sistemas eficientes e materiais de alta durabilidade, são os verdadeiros responsáveis por garantir que um imóvel mantenha sua atratividade e liquidez em um cenário econômico cada vez mais exigente e analítico.
Como a inteligência operacional redefine a percepção de luxo?
A sofisticação de um empreendimento moderno não é mais medida apenas pela nobreza dos materiais de acabamento, mas pela capacidade do edifício de operar com máxima eficiência e mínimo desperdício. Como sugere Alex Nabuco dos Santos, o comprador de alto padrão em 2026 busca ativos que ofereçam um ecossistema de facilidades sem gerar um passivo financeiro oculto.
Isso significa que projetos dotados de sistemas de automação integrados, gestão inteligente de utilidades e plantas flexíveis comandam preços superiores. A inteligência operacional permite que o imóvel se adapte às necessidades do usuário ao longo do tempo, garantindo que o conforto não seja interrompido por falhas sistêmicas ou obsolescência precoce da infraestrutura.
Por que a baixa manutenção é o maior ativo de um imóvel?
No mercado imobiliário atual, a rentabilidade de um investimento está diretamente ligada à facilidade de conservação da propriedade. Na visão de Alex Nabuco dos Santos, um imóvel que exige intervenções frequentes para correções estéticas ou estruturais perde valor rapidamente perante investidores institucionais e compradores experientes.
A escolha de revestimentos com alta resistência à abrasão, esquadrias com vedação superior e fachadas autolimpantes são decisões estratégicas que preservam a integridade visual e funcional do bem. O verdadeiro ativo é aquele que envelhece com dignidade, mantendo o aspecto de novo sem demandar aportes financeiros constantes do fundo de reserva condominial.

Qual é o papel da engenharia de valor na valorização a longo prazo?
A engenharia de valor não deve ser confundida com redução de custos, mas sim com a otimização da relação entre função e investimento. Para Alex Nabuco dos Santos, essa disciplina permite que cada recurso aplicado no projeto entregue o máximo de benefício ao usuário final. Ao analisar criticamente cada componente da obra, desde a fundação até o telhado, é possível identificar soluções que aumentam a durabilidade e o desempenho térmico e acústico do edifício.
Essa precisão técnica garante que o empreendimento se destaque em um mar de ofertas similares, oferecendo uma qualidade percebida validada pelo uso diário e pela resiliência estrutural. A valorização a longo prazo é a consequência direta de um projeto concebido para ser eficiente em todas as suas camadas. Empreendimentos que ignoram a engenharia de valor tendem a se tornar obsoletos mais rapidamente, pois suas soluções técnicas não acompanham a evolução das demandas de consumo e conforto.
Como a sustentabilidade técnica impacta o retorno sobre o investimento?
A sustentabilidade deixou de ser uma pauta puramente ética para se tornar uma métrica financeira de extrema relevância no setor de propriedades. O empresário Alex Nabuco dos Santos conclui que edifícios com alta performance ambiental possuem taxas de vacância menores e conseguem negociar aluguéis e preços de venda mais elevados. Isso ocorre porque a sustentabilidade técnica traduz-se em economia direta no fluxo de caixa do proprietário.
Imóveis que consomem menos energia para climatização e que aproveitam melhor a luz natural são ativos mais eficientes, atraindo um público que valoriza a responsabilidade ecológica aliada ao benefício econômico tangível. O que realmente gera valor hoje é a harmonia entre a engenharia de precisão e o respeito aos recursos naturais. O mercado imobiliário amadureceu para reconhecer que um bom projeto é aquele que protege o planeta enquanto maximiza o retorno financeiro de quem nele investe.
Ao adotar critérios rigorosos de escolha de materiais e sistemas, o setor imobiliário eleva o padrão das cidades e oferece produtos que são verdadeiras referências de qualidade. A valorização real é o resultado de uma construção feita com consciência, onde cada detalhe técnico foi planejado para gerar conforto, economia e perenidade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
