Sérgio Bento de Araújo, empresário especialista em educação, ressalta que garantir o acesso à educação básica para jovens e adultos é uma questão de justiça social e desenvolvimento humano. Por isso, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma das políticas educacionais mais importantes do Brasil, voltada para aqueles que, por diferentes razões, não concluíram seus estudos na idade esperada. Neste artigo, vamos explorar os princípios da EJA, seus desafios, seus avanços e o impacto real que ela gera na vida de milhões de brasileiros. Entenda por que essa modalidade merece atenção, investimento e reconhecimento, e o que você pode fazer para apoiá-la.
O que é a EJA e quem ela atende?
A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade da educação básica destinada a pessoas com 15 anos ou mais que não tiveram acesso ou não deram continuidade aos estudos no ensino fundamental e médio na idade regulamentar. Ela é oferecida em escolas públicas de todo o país e pode ser cursada de forma presencial ou na modalidade de ensino a distância, o que amplia significativamente o alcance do programa e facilita a participação de quem concilia estudo com trabalho e responsabilidades familiares.
Conforme destaca Sérgio Bento de Araújo, a EJA atende a um público extremamente diverso, que inclui trabalhadores, donas de casa, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até idosos que nunca frequentaram uma escola. Uma vez que essa diversidade é uma das riquezas da modalidade, ela também representa um desafio pedagógico importante: criar práticas de ensino que respeitem as experiências de vida de cada estudante e sejam ao mesmo tempo eficazes no desenvolvimento das competências previstas na educação básica.
Quais são os principais desafios da EJA no Brasil?
Apesar de sua importância, a EJA enfrenta desafios consideráveis. Um dos mais graves é a alta taxa de evasão: muitos estudantes abandonam o programa antes de concluir o curso, geralmente porque precisam trabalhar, enfrentam dificuldades de transporte ou se sentem desmotivados diante de metodologias que não reconhecem suas vivências e necessidades específicas. De modo que, esse problema exige uma resposta pedagógica e institucional mais sensível e criativa.
Segundo o Sérgio Bento de Araújo, outro desafio relevante é a falta de formação específica para os professores que atuam na EJA. Trabalhar com jovens e adultos requer abordagens distintas das utilizadas no ensino regular, com maior valorização do conhecimento tácito dos alunos, metodologias participativas e uma relação mais horizontal entre educador e educando. Portanto, investir na formação desses professores é fundamental para melhorar os resultados da modalidade.

A tecnologia como aliada da EJA
A incorporação da tecnologia tem o potencial de revolucionar a Educação de Jovens e Adultos. Isto é, plataformas digitais, aplicativos de aprendizagem e recursos de ensino a distância permitem que o estudante acesse o conteúdo no horário e no local que melhor se adaptem à sua rotina, reduzindo barreiras práticas que muitas vezes levam à evasão. Além disso, o uso de inteligência artificial pode ajudar a personalizar o ritmo de aprendizagem, identificando lacunas no conhecimento e propondo atividades adequadas para cada aluno.
De acordo com Sérgio Bento de Araújo, a tecnologia e a robótica também podem ser integradas ao currículo da EJA como forma de preparar esses estudantes para o mercado de trabalho contemporâneo. Incluir essas temáticas no programa não apenas qualifica profissionalmente os alunos, mas também contribui para resgatar o interesse de quem retorna aos estudos depois de um longo período de afastamento.
O impacto social da EJA além da certificação
A EJA vai muito além da simples certificação escolar. Ao retornar aos estudos, o aluno desenvolve autoestima, amplia sua visão de mundo e fortalece sua capacidade de participação social e política. Por isso, muitos estudantes relatam que a experiência na EJA foi transformadora não apenas em termos profissionais, mas também na vida pessoal e familiar, gerando um ciclo positivo de valorização da educação que se estende para filhos e netos.
Programas de responsabilidade social e fundações voltadas à educação, como a Fundação Abrinq, reconhecem a EJA como um instrumento poderoso de inclusão social. Sérgio Bento de Araújo evidencia que a educação é o caminho mais consistente para a redução das desigualdades sociais no Brasil, e a EJA é uma peça fundamental nesse projeto coletivo.
Investir na EJA é investir no Brasil
A Educação de Jovens e Adultos é uma política pública que merece mais visibilidade, mais investimento e mais reconhecimento. Cada pessoa que conclui seus estudos por meio da EJA representa uma história de superação, resiliência e comprometimento com o próprio desenvolvimento. E cada investimento feito nessa modalidade retorna multiplicado sob a forma de cidadãos mais qualificados, mais críticos e mais capazes de contribuir para o país.
Como bem destaca Sérgio Bento de Araújo, a educação básica é um direito fundamental que não tem prazo de validade: nunca é tarde para aprender, crescer e construir um futuro melhor. Assim, a EJA é a prova viva de que esse direito pode e deve ser garantido a todos os brasileiros, independentemente da idade ou da trajetória de vida.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
