Close Menu
Testadão Notícias
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Testadão Notícias
    • Home
    • Brasil
    • Notícias
    • Política
    • Tecnologia
    • Sobre Nós
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Testadão Notícias
    Home»Notícias»Entenda por que o game acessível amplia o público
    Notícias

    Entenda por que o game acessível amplia o público

    Katya VorelinPor Katya Vorelin25/09/2026Nenhum comentário4 Mins de leitura
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Murilo Moura Alencar
    Murilo Moura Alencar
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Legendas foram pensadas, em princípio, para quem não escuta bem, mas Murilo Moura Alencar, Tech, People & Game Strategist, observa que os números contam outra história. Em Assassin’s Creed Odyssey, que já chegava com legendas ativadas, 95% dos jogadores nunca as desligaram, segundo dados divulgados pela Ubisoft, publisher do jogo.

    O dado resume uma ideia que o game design ainda subestima: um recurso de acessibilidade raramente atende só a quem motivou sua criação. Quem joga com barulho em casa, quem não domina o idioma e quem simplesmente se distraiu num diálogo também se beneficia. Nos tópicos a seguir, quatro decisões de design mostram como isso funciona na prática.

    Legendas que dá para ler de verdade

    Um diálogo importante acontece no meio de uma explosão, em letras pequenas e brancas sobre um céu claro. A legenda existe, mas ninguém consegue lê-la. Ter o recurso não basta; é preciso que ele funcione. Blocos de texto longos demais, que cobrem metade da tela, criam o problema oposto.

    Isso significa permitir ajustar o tamanho do texto, oferecer fundo de contraste, indicar quem está falando e descrever sons relevantes, como passos atrás do personagem. A demanda existe mesmo quando o recurso vem desligado: em The Division 2, que não ativava legendas por padrão, a Ubisoft informou que 75% dos jogadores as ligaram ao menos uma vez.

    Controles que o jogador pode remapear

    Imagine alguém com movimento limitado em uma das mãos diante de um jogo que exige apertar dois botões distantes ao mesmo tempo. Sem a opção de trocar a função de cada botão, essa pessoa simplesmente não joga.

    O remapeamento de controles resolve esse caso e vários outros: canhotos, quem joga com um controle de botão gasto, quem prefere outra lógica de comandos. Outro ajuste de baixo custo é oferecer a alternativa de tocar uma vez em vez de manter o botão pressionado por longos períodos, algo que cansa qualquer mão depois de algumas horas.

    Dificuldade que se ajusta sem punir

    O jogo de plataforma Celeste, conhecido por ser exigente, inclui um modo de assistência que permite reduzir a velocidade do jogo e até ativar invencibilidade, entre outros ajustes. A escolha não tirou prestígio do título. Pelo contrário, ampliou o número de pessoas capazes de chegar ao fim da história.

    Para Murilo Alencar, o ponto central não é baixar o desafio, e sim deixar que cada pessoa escolha qual desafio quer enfrentar. Um bom modo de assistência não esconde as opções, não pune quem as usa com mensagens constrangedoras e pode ser desligado a qualquer momento.

    Informação que não depende só de cor

    Num jogo em que inimigos aparecem marcados em vermelho e aliados em verde, uma parte relevante do público não consegue distinguir um do outro. O daltonismo afeta cerca de um em cada doze homens, e a dupla vermelho e verde está entre as mais difíceis de separar.

    A solução raramente exige grandes mudanças. Murilo Moura Alencar comenta que basta que a cor venha acompanhada de outro sinal, como um formato de ícone diferente, um contorno ou um padrão. Filtros de cor ajudam, mas o recurso mais robusto é aquele que já nasce no desenho da interface.

    Acessibilidade começa no protótipo

    Todas essas decisões custam pouco quando entram cedo no projeto e muito quando precisam ser encaixadas às vésperas do lançamento. Um sistema de legendas planejado desde o início aceita ajustes com facilidade. Um improvisado no fim costuma limitar tudo o que vem depois. Também convém incluir pessoas com deficiência nos testes com jogadores, porque nenhuma lista de recursos substitui ver alguém de carne e osso tentando jogar.

    Murilo Moura Alencar, por fim, lembra que pensar em acessibilidade desde as primeiras versões do jogo é, antes de tudo, uma forma de respeitar quem joga, e que o resultado costuma ser um jogo melhor para todo mundo.

     

    Board Member Murilo Moura Alencar C-Level Murilo Moura Alencar Murilo Alencar Murilo Moura Alencar O que aconteceu com Murilo Moura Alencar Quem é Murilo Moura Alencar Tech People & Game Strategist Tudo sobre Murilo Moura Alencar
    Compartilhei. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Katya Vorelin
    Katya Vorelin
    • Website

    Notícias relacionadas

    Curiosidades sobre a onça-pintada no habitat pantaneiro

    23/09/2026

    Veja o que acontece com um ingrediente antes de chegar à prateleira, segundo a Lirius Suplementos

    18/09/2026

    Negociação empresarial estruturada reduz riscos em decisões corporativas

    15/09/2026

    Os comentários estão desativados

    News

    Entenda por que o game acessível amplia o público

    25/09/2026

    Curiosidades sobre a onça-pintada no habitat pantaneiro

    23/09/2026

    Veja o que acontece com um ingrediente antes de chegar à prateleira, segundo a Lirius Suplementos

    18/09/2026

    Negociação empresarial estruturada reduz riscos em decisões corporativas

    15/09/2026

    Testadão: Não se contente com as manchetes. No Testadão, a gente vai além e te mostra os bastidores das notícias. Desvende os mistérios por trás dos fatos e forme sua própria opinião.

    Entenda por que o game acessível amplia o público

    25/09/2026

    Curiosidades sobre a onça-pintada no habitat pantaneiro

    23/09/2026
    • Brasil
    • Notícias
    • Política
    • Tecnologia
    © 2026 Testadão - [email protected] - tel.(11)91754-6532

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.