Empresas e contratantes passam a exigir padrões formais de qualificação, impulsionando a profissionalização do setor.
A contratação de serviços de segurança deixou de ser pautada apenas por preço e disponibilidade de equipes, expõe o especialista em segurança institucional, Ernesto Kenji Igarashi. Em um mercado mais regulado e exposto a riscos jurídicos e reputacionais, critérios como certificação, conformidade legal e histórico de treinamento passaram a influenciar de forma decisiva a escolha de fornecedores. A profissionalização do setor é resultado direto dessa mudança no perfil da demanda.
Organizações públicas e privadas passaram a incorporar requisitos mais rigorosos em seus processos de contratação, refletindo tanto exigências legais quanto padrões internos de governança e compliance.
Regulação como vetor de padronização
A atividade de segurança privada no Brasil é condicionada a autorizações, formação específica e fiscalização federal, o que estabelece um piso mínimo de requisitos para empresas e profissionais. Atualizações no marco regulatório reforçam a necessidade de conformidade documental e operacional, ampliando a responsabilidade dos contratantes na verificação desses critérios.
Segundo Ernesto Kenji Igarashi, esse ambiente regulado contribui para reduzir a informalidade. Quando o cumprimento das regras passa a ser monitorado de forma mais sistemática, empresas que investem em estrutura e treinamento ganham vantagem competitiva, neste cenário, essa padronização também facilita auditorias e processos de due diligence, cada vez mais presentes em contratos de maior porte.
Compradores mais exigentes e foco em governança
Além da regulação, cresce a pressão de áreas internas de compliance, jurídico e gestão de riscos para que a contratação de serviços de segurança siga critérios semelhantes aos aplicados a outros fornecedores críticos. Isso inclui análise de documentação, verificação de certificações e avaliação de programas de treinamento e reciclagem.
Esse movimento reflete uma mudança de mentalidade, e como ressalta Ernesto Kenji Igarashi, a segurança passa a ser tratada como parte da gestão corporativa de riscos, e não como um serviço periférico. Esse enquadramento amplia a responsabilidade dos gestores e reduz a tolerância a soluções improvisadas, especialmente em ambientes com grande circulação de pessoas ou exposição institucional.

Formação contínua e redução de riscos operacionais
A exigência de certificações e programas de capacitação periódica também está associada à redução de incidentes e à melhoria do desempenho das equipes. Treinamentos regulares, avaliações e padronização de procedimentos contribuem para respostas mais previsíveis e alinhadas a protocolos.
A formação contínua é um diferencial cada vez mais valorizado, principalmente tendo em vista que, não se trata apenas de cumprir um requisito formal, mas de demonstrar que a equipe está preparada para lidar com situações complexas e em constante mudança, informa Ernesto Kenji Igarashi. Esse investimento tende a refletir em menor rotatividade, maior retenção de profissionais qualificados e melhor integração com estruturas públicas de segurança quando necessário.
Impactos na concorrência e na estrutura do setor
À medida que as exigências aumentam, o mercado tende a favorecer empresas capazes de sustentar processos, documentação e programas de qualificação. Isso pode levar a um ambiente mais concentrado, mas também mais alinhado a padrões de governança e transparência.
Esse é um efeito esperado de setores regulados, com isso, a profissionalização eleva a barreira de entrada, mas também aumenta a confiança dos contratantes e a previsibilidade das operações, reforça Ernesto Kenji Igarashi.
No médio prazo, a consolidação de práticas de certificação e conformidade tende a reforçar a imagem da segurança privada como atividade técnica, sujeita a critérios objetivos e responsabilidade institucional.
Ao incorporar certificações e conformidade regulatória como critérios centrais de contratação, o mercado sinaliza que a segurança passou a ser tratada como um componente estratégico da gestão de riscos. Nesse cenário, a profissionalização deixa de ser apenas uma exigência legal e se torna um fator de competitividade e credibilidade para empresas que atuam no setor.
Autor : lilly jhons borges
