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    Home»Notícias»Locação de galpões logísticos vira lastro de crédito estruturado, avalia Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM
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    Locação de galpões logísticos vira lastro de crédito estruturado, avalia Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM

    Katya VorelinPor Katya Vorelin04/09/2026Nenhum comentário5 Mins de leitura
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    ID CTVM
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    Expansão do comércio eletrônico e da distribuição regional de mercadorias eleva a demanda por galpões e centros de distribuição, movimento que amplia o interesse por fundos lastreados em contratos de locação não residencial de longo prazo

    O crescimento do comércio eletrônico e a busca de indústrias e varejistas por redes de distribuição mais próximas do consumidor final impulsionaram, nos últimos anos, a demanda por galpões logísticos e centros de distribuição em diferentes regiões do país. Empresas especializadas na construção e locação desse tipo de imóvel corporativo firmam contratos de locação de longo prazo com indústrias, varejistas e operadores logísticos, gerando um fluxo de receita recorrente que passou a ser utilizado como lastro para operações de crédito estruturado.

    Ao ceder o direito de receber os aluguéis previstos nesses contratos a um fundo estruturado, a locadora antecipa parte da receita futura, obtendo recursos que podem ser destinados à construção de novos galpões ou à aquisição de terrenos estrategicamente localizados, sem depender exclusivamente de financiamento bancário tradicional para viabilizar a expansão de seu portfólio de imóveis corporativos.

    Solidez do locatário determina a qualidade do recebível

    Em contraste com um contrato de locação residencial, cujo valor individual costuma ser relativamente baixo e distribuído entre um grande número de inquilinos pessoas físicas, um contrato de locação de galpão logístico normalmente envolve valores elevados concentrados em um único locatário corporativo, característica que torna a solidez financeira desse locatário um fator determinante para a qualidade do recebível que lastreia o fundo.

    Para Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, essa concentração exige um nível de análise de crédito semelhante ao aplicado a operações corporativas tradicionais, ainda que o ativo subjacente seja um contrato de locação.

    “Um fundo lastreado em contratos de locação de galpões logísticos precisa avaliar o locatário praticamente como avaliaria um tomador de crédito corporativo, porque a inadimplência de um único inquilino de grande porte pode ter impacto proporcionalmente maior sobre a carteira do que ocorreria em uma estrutura mais pulverizada. Isso exige acompanhamento contínuo da saúde financeira das empresas que ocupam os imóveis que lastreiam a operação”, explica o executivo.

    A ID CTVM atua como administradora fiduciária e custodiante de fundos estruturados voltados a diferentes segmentos da economia real, o que inclui operações lastreadas em contratos de locação não residencial de longo prazo, aplicando a esses ativos processos de auditoria de lastro e conciliação utilizados em fundos de outros setores sob sua administração.

    Prazos contratuais longos exigem gestão ativa de vacância

    Diferentemente de contratos de curto prazo, comuns em outros segmentos do crédito estruturado, os contratos de locação de galpões logísticos costumam ter vigência de vários anos, o que confere estabilidade ao fluxo de recebíveis, mas também exige atenção a um risco específico: a vacância que pode surgir ao final de cada contrato, caso o locatário opte por não renovar o vínculo. Administradores fiduciários que estruturam esse tipo de fundo acompanham indicadores como o histórico de renovação de contratos em cada região e a demanda local por esse tipo de imóvel, de forma a estimar com segurança o risco de vacância ao longo do horizonte da operação.

    Regiões próximas a grandes centros de consumo e a rodovias estratégicas costumam apresentar menor risco de vacância prolongada do que áreas mais periféricas, fator que influencia diretamente a atratividade de cada contrato como lastro de uma operação de crédito estruturado. Contratos que preveem multas rescisórias proporcionais ao tempo restante de vigência também contribuem para reduzir a exposição do fundo a uma eventual saída antecipada do locatário.

    Operadores logísticos que atendem a múltiplos clientes a partir de um mesmo galpão compartilhado apresentam um perfil de risco distinto de indústrias e varejistas que ocupam um imóvel de forma exclusiva para uso próprio. No primeiro caso, a receita do locatário depende do desempenho de vários contratos comerciais simultâneos, o que pode diluir o risco de inadimplência, mas também exige do administrador fiduciário uma compreensão mais detalhada da própria operação do locatário, e não apenas da relação contratual de locação em si.

    Localização geográfica influencia a precificação da operação

    A precificação de uma operação de crédito lastreada em contratos de locação logística leva em conta não apenas a solidez financeira do locatário e o prazo remanescente do contrato, mas também a localização geográfica do imóvel dentro da malha logística nacional. Galpões situados em regiões metropolitanas com alta densidade populacional ou próximos a portos e aeroportos estratégicos tendem a atrair maior interesse de investidores institucionais, dado o menor risco percebido de vacância prolongada em caso de encerramento do contrato original.

    Perspectivas para o crédito estruturado no setor logístico

    Com a demanda por infraestrutura logística seguindo em expansão no Brasil, impulsionada tanto pelo comércio eletrônico quanto pela reorganização das cadeias de distribuição de indústrias e varejistas, a tendência é que operações de crédito estruturado lastreadas em contratos de locação de galpões ganhem relevância crescente dentro da indústria de FIDCs. Para administradores fiduciários especializados nesse tipo de operação, a capacidade de avaliar tanto a solidez financeira dos locatários quanto o risco de vacância de cada imóvel deve seguir como um diferencial técnico relevante para sustentar a confiança de investidores nesse segmento do crédito privado. Habilitada pela Comissão de Valores Mobiliários e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais para atuar em administração fiduciária, custódia qualificada e controladoria, a ID CTVM soma a esse segmento a experiência já consolidada em fundos voltados a outras frentes de infraestrutura e economia real.

    Sobre a ID CTVM

    A ID CTVM é uma instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, com serviços de administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria e distribuição de fundos de investimento. Fundada em 2020, a companhia reúne atualmente mais de 550 fundos e mais de R$ 50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs. Combinando tecnologia, governança, conhecimento regulatório e eficiência operacional, a ID oferece suporte a gestores, investidores, empresas e demais participantes do mercado, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e transparentes.

     

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