Realizar a mamografia regularmente é fundamental para a detecção precoce do câncer de mama, mas o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues chama atenção para um ponto muitas vezes ignorado: a qualidade técnica do exame influencia diretamente a capacidade de identificar alterações em estágios iniciais. Um rastreamento eficiente depende não apenas da frequência do exame, mas também de como ele é realizado.
Cuidar da própria saúde também significa garantir que os exames estejam sendo feitos da melhor forma possível, com atenção aos detalhes que fazem diferença no resultado.
Como a mamografia é realizada e o que garante uma boa imagem?
A mamografia é um exame de imagem que utiliza baixas doses de radiação para visualizar o tecido mamário. Para que pequenas lesões sejam identificadas, é necessário obter imagens nítidas, sem sobreposições excessivas de tecido e com cobertura completa da mama.

Isso exige posicionamento correto, alinhamento adequado do equipamento e execução padronizada das incidências recomendadas. Quando essas etapas não são seguidas com rigor, partes importantes da mama podem não aparecer na imagem, reduzindo a sensibilidade do exame.
Segundo Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a padronização técnica não é um detalhe operacional, mas um requisito clínico para que o rastreamento cumpra seu papel preventivo.
Por que a compressão é necessária e qual seu papel no diagnóstico?
A compressão da mama durante o exame costuma ser o momento de maior desconforto para muitas mulheres, mas ela tem função essencial. Ao comprimir o tecido, a espessura da mama diminui, o que melhora a qualidade da imagem e reduz a dose de radiação necessária.
Junto a isso, a compressão ajuda a separar estruturas internas, facilitando a visualização de microcalcificações e pequenos nódulos. Quando a compressão é insuficiente, essas alterações podem passar despercebidas. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explica que compreender o motivo da compressão ajuda a reduzir a ansiedade em relação ao exame e reforça a importância de permitir que a técnica seja realizada adequadamente.
O papel dos profissionais na qualidade do exame
A qualidade da mamografia depende diretamente da atuação dos profissionais envolvidos, informa o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues. O técnico em radiologia é responsável pelo posicionamento correto e pela execução do exame, enquanto o radiologista interpreta as imagens e identifica possíveis alterações.
Treinamento contínuo, experiência e atualização tecnológica são fatores que impactam a capacidade de detecção precoce. Pequenos erros de posicionamento ou de leitura podem comprometer a confiabilidade do resultado, especialmente em mamas mais densas. Por isso, investir em capacitação profissional é tão importante quanto investir em equipamentos modernos para garantir um rastreamento eficaz.
Quando é necessário repetir a mamografia?
Em algumas situações, o exame precisa ser repetido para esclarecer dúvidas ou corrigir limitações técnicas. Isso pode ocorrer quando a imagem não ficou suficientemente clara, quando há sobreposição de estruturas ou quando surgem achados que exigem melhor caracterização.
Embora repetir o exame possa gerar apreensão, esse procedimento faz parte de protocolos de segurança e não deve ser visto como sinal de diagnóstico confirmado. Pelo contrário, trata-se de uma etapa para aumentar a precisão da avaliação. Conforme explicita o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, que é especialista em diagnóstico por imagem, compreender que a repetição pode ser necessária ajuda a reduzir o medo e a interpretar o processo de forma mais racional e menos emocional.
A importância de levar exames anteriores para comparação
A comparação com exames anteriores é uma das ferramentas mais importantes para o radiologista identificar mudanças sutis ao longo do tempo. Pequenas variações, que isoladamente poderiam parecer irrelevantes, podem ganhar significado quando analisadas em conjunto com imagens passadas.
Nestes casos, sempre que possível, é fundamental apresentar os resultados anteriores no momento do exame ou garantir que a clínica tenha acesso ao histórico da paciente. Essa continuidade facilita o acompanhamento e aumenta a precisão do rastreamento. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explica que esse simples cuidado pode acelerar diagnósticos e evitar exames desnecessários.
Fazer o exame certo também é um ato de prevenção
A prevenção não está apenas em comparecer ao exame, mas em garantir que ele seja realizado com qualidade, seguindo protocolos técnicos adequados e com acompanhamento médico. Quando essas condições são atendidas, o rastreamento cumpre plenamente seu papel de identificar alterações ainda silenciosas.
Esse cuidado técnico, embora muitas vezes invisível para a paciente, é parte fundamental do processo de proteção da saúde. Ele representa o compromisso com um diagnóstico confiável e com decisões médicas mais seguras.
A mamografia é uma ferramenta poderosa de prevenção, mas sua eficácia depende da correta execução técnica e da integração com o acompanhamento clínico. Garantir qualidade no exame é garantir melhores chances de detecção precoce e tratamentos menos agressivos. Tal como considera Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, investir em rastreamento bem feito é investir em tempo, em tranquilidade e em vidas preservadas.
Autor: Lilly Jhons Borges
